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06 de Fevereiro de 2012

BLOGS

Cláudia Santa Rosa

IDE e SINDUSCON são parceiros no desenvolvimento do portal do Observatório da Educação do RN

Por Cláudia Santa Rosapostado às 22h38 de 02/11/2011

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do SINDUSCON/RN - http://www.rn.iel.org.br/ 



O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), Arnaldo Gaspar Júnior, e a representante da ONG Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE-RN), Cláudia Santa Rosa, assinaram nesta terça-feira (01), parceria para criação do portal “Observatório da Educação”. 


Participaram da solenidade, realizada na sede do Sinduscon-RN, o secretário de Educação de Natal, Walter Fonseca, a presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPERN), Maria Bernadete Sousa, além de diretores do Sindicato.


O objetivo do Portal é produzir e tornar público conhecimentos relativos à realidade da escola pública brasileira, especialmente do Rio Grande do Norte, favorecendo a influência da sociedade civil em políticas públicas que promovam a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem.

Também faz parte do projeto um espaço denominado de Ouvidoria, para que a sociedade faça críticas, sugestões e denúncias que contribuam para a melhoria do ensino público no estado.

A nova ferramenta em favor do ensino público potiguar entrará no ar no início do próximo ano no endereço www.observatoriodaeducacao-rn.org.br


Arnaldo Gaspar Jr. disse que o portal é um sonho que está realizando e que irá propor a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), que congrega todos os sindicatos da construção civil do país, que estenda o projeto a todo o Brasil. “Esse é um primeiro passo para sabermos com precisão o tamanho do desafio que temos nessa área”, disse o empresário.


A educadora Cláudia Santa Rosa afirmou que o portal será um instrumento que ultrapassa governos e que irá além do virtual, propondo um diálogo sobre a educação com a sociedade. “Não basta disponibilizar as informações é preciso fomentar o debate sobre a situação da educação”, disse.


Mídias Sociais e Políticas Públicas em Debate

Por Cláudia Santa Rosapostado às 21h21 de 21/03/2011

 

Deu no BlogProgressistasRN



 

Movimento de Blogueiros Progressistas do RN realiza seu primeiro Encontro Estadual

por danieldantas79

 

O Movimento de Blogueiros Progressistas do RN (BlogProgRN) estará realizando seu primeiro Encontro Estadual, de 1 a 3 de abril.  O evento ocorrerá no auditório do IFRN no centro de Natal e estará aberto à participação de blogueiros, tuiteiros ou outros interessados nas mídias digitais e redes sociais.  O valor da inscrição é R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes).

“Estamos preparando uma programação recheada discutir os rumos da democratização da informação e da comunicação nesta década que se inicia”, comenta Daniel Dantas, da Comissão Organizadora Estadual. O Encontro estadual de blogueiros progressistas resulta da iniciativa realizada ainda em agosto do ano passado pelo Centro de Estudos em Mídia Alternativa Barão de Itararé.  Por três dias, em São Paulo, reuniram-se mais de 300 blogueiros, tuiteiros e outros militantes de 17 estados para debater a democratização da mídia e a emergência dessa entidade cada vez melhor definida que é a blogosfera.

 

“Evidentemente a denominação ‘blogueiros progressistas’ tem despertado certa polêmica.  Para nós é progressista aquele que assim se define e compartilha de nossa Carta de Princípios, publicada em nosso blog na Internet”, diz Daniel.

 

Em janeiro, o Movimento promoveu um encontro com o neurocientista Miguel Nicolelis.  No último dia da Poesia, estabeleceu uma parceria com o jornalista Sérgio Vilar para transmitir a comemoração realizada pela Sociedade dos Amigos do Beco da Lama.

 

Os interessados em participar podem se inscrever preenchendo o formulário de inscrição disponível no endereço:

http://blogprogressistasrn.com/ficha-de-inscrição.

Para confirmar a inscrição será necessário realizar o depósito do valor da inscrição na seguinte conta do Banco do Brasil:

Agência: 3698-6

Conta: 20 483-8, variação 1 (poupança)

A conta é no nome de Kênia Andrade do Nascimento Gondim.  A inscrição será confirmada com o envio de uma cópia do comprovante de depósito para o e-mailblogprogressistasrn@uol.com.br.  No dia, a inscrição custará R$ 30,00 (R$ 15,00 para estudantes).

 

A seguir, a programação (que ainda poderá reservar boas surpresas):

 

Sexta-feira (01/04)

Programação cultural – 20h

 

Sábado (02/04)

8h às 9h – Credenciamento

9h – Mesa de abertura

9h30 – Abertura – a confirmar

10h10 – Debate

10h30 – Intervalo

10h50 – Divisão de grupos (para trocas de experiências e elaboração de propostas de trabalho)

12h20 – Almoço

13h30 – Oficina – Usabilidade e navegação nas redes sociais – Prof. Dra. Taciana Burgos (UFRN)

14h30 – Intervalo

14h50 – Mesa: Redes sociais e políticas públicas (Cezar Alves, Tácito Costa, Cláudia Santa Rosa, Francisco Júnior)

15h30 – Debate

16h – Redes sociais, governança solidária e gestão pública – Paulo Araújo.

17h – Encerramento

Domingo (03/04)

9h às 12h -  Plenária final (aprovação de relatórios dos grupos, documentos finais e moções).

 

Serviço:

 

I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas do RN

De 1 a 3 de abril

No auditório do IFRN – Cidade Alta.

Mais informações:

e-mail: blogprogressistasrn@uol.com.br

Telefone: (84) 8719 1700


Ensino superior do Rio Grande do Norte

Por Cláudia Santa Rosapostado às 00h54 de 15/01/2011

 

O Ministério da Educação divulgou o Índice Geral de Cursos (IGC), um indicador de qualidade que considera a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado) das instituições de ensino superior públicas e privadas. O resultado final é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). Os conceitos de 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório; 3, razoável; e 4 e 5, bom.

Com base no IGC, o portal iG elaborou um ranking das melhores e piores instituições de ensino superior do País. O IGC revela as posições ainda que várias instituições tenham atingido conceitos semelhantes. Vejamos a explicação da nota do IG:

“Para calcular o IGC, o MEC utiliza a média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da instituição. Para esta média, é utilizado o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno do momento em que ele começa o curso superior até a formatura e variáveis como corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógico. O IGC deste ano diz respeito ao desempenho do triênio 2007-2008-2009. Quanto à pós-graduação, o IGC utiliza a Nota Capes trienal 2010.

O ranking apresenta os resultados de 2137 instituições, entre universidades, centro universitários e faculdades. Algumas delas não receberam conceito (S/C), porque não tiveram alunos em número suficiente prestando o Enade. Neste caso, estão nos últimos lugares no ranking, por falta de avaliação. Já a USP e Unicamp não participam do Enade e, por isso, não aparecem no ranking.”

Sem motivos para grandes comemorações, seguem as posições dasInstituições de Ensino Superior do Rio Grande do Norte, conforme o ranking:

POSI-ÇÃO

INSTITUIÇÃO

UF

TIPO

REDE

IGC

IGC – FAIXA

63º

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE RN Universidade PUBLICA 341

4

130º

FACULDADE NATALENSE PARA O DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE DO NORTE RN Faculdade PRIVADA 302

4

162º

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ARIDO RN Universidade PUBLICA 290

3

231º

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO. CIENCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE RN Instituto Federal de Educacao. Ciencia e Tecnologia PUBLICA 272

3

249º

FACULDADE NATALENSE DE ENSINO E CULTURA RN Faculdade PRIVADA 267

3

259º

FACULDADE DE CIENCIAS. CULTURA E EXTENSAO DO RIO GRANDE DO NORTE RN Faculdade PRIVADA 265

3

556º

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE RN Universidade PUBLICA 234

3

765º

FACULDADE DE NATAL RN Faculdade PRIVADA 218

3

1002º

UNIVERSIDADE POTIGUAR RN Universidade PRIVADA 200

3

1184º

FACULDADE CAMARA CASCUDO RN Faculdade PRIVADA 187

2

1191º

FACULDADE CATOLICA NOSSA SENHORA DAS VITORIAS RN Faculdade PRIVADA 187

2

1348º

FACULDADE DE CIENCIAS E TECNOLOGIA MATER CHRISTI RN Faculdade PRIVADA 175

2

1542º

FACULDADE CATOLICA NOSSA SENHORA DAS NEVES RN Faculdade PRIVADA 157

2

1632º

FACULDADE UNIAO AMERICANA RN Faculdade PRIVADA 145

2

1662º

FACULDADE DO SERIDO RN Faculdade PRIVADA 140

2

1663º

FACULDADE DE CIENCIAS EMPRESARIAIS E ESTUDOS COSTEIROS DE NATAL RN Faculdade PRIVADA 140

2

1752º

FACULDADE CATOLICA SANTA TERESINHA RN Faculdade PRIVADA 115

2

1891º

INSTITUTO NATALENSE DE EDUCACAO SUPERIOR RN Faculdade PRIVADA S/C

S/C

1992º

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE RN Faculdade PRIVADA S/C

S/C

2003º

FACULDADE MAURICIO DE NASSAU DE NATAL RN Faculdade PRIVADA S/C

S/C

2074º

FACULDADE DE EXCELENCIA EDUCACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE RN Faculdade PRIVADA S/C

S/C



E os professores?

Por Cláudia Santa Rosapostado às 22h16 de 07/01/2011

 

Na edição do último dia 05 do vespertino “O Jornal de Hoje”, a jornalista Juliana Manzano assinou bem apurada e pertinente matéria  sobre a cobrança do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN), quanto à realização do concurso público para suprir 3.664 vagas no magistério estadual.

O curioso é que o Governo Estadual promete esse concurso desde o começo de 2010, considerando que, há anos, muitas escolas padecem da falta de professores e funcionam de maneira improvisada. Estágiários, cursandos de licenciaturas, ocupam vagas que deveriam ser preenchidas por professores.

Em quase 21 anos de atuação na rede pública estadual nunca vi as escolas estaduais vivenciarem uma situação tão difícil quanto a do ano de 2010. Escolas começaram o ano letivo em março, abril e o ano inteiro os veículos de comunicação noticiaram a falta de professores nas escolas.

Indago: por que o governo aguardou 2010 inteiro e não realizou o concurso? Como será suprida em 1 mês a falta de mais de 3.000 professores? Afinal, o calendário marca para o dia 07/02 o início da Semana Pedagógica e o dia 14/02 o início do ano letivo. O que tem feito a gestão pública para resolver tão grave situação em curto espaço de tempo?

Reproduzo  o meu diálogo, do final da tarde de hoje, pelo Twitter, com a jornalista Manzano:

@ClaudiaStaRosa diz: @julianamanzano ei, parabéns pela matéria de ontem. Super pertinente e bem feita. Também esperemos q esse concurso aconteça logo.

@julianamanzano diz: @ClaudiaStaRosa Brigadaaaa, amoree. Vai fazer um ano que faço matéria sobre esse concurso e nada. Temos fé que sairá logo.

@ClaudiaStaRosa diz: @julianamanzano pois é. O problema é que em 1 mês as escolas precisam dos Profs. pra semana pedagógica e ñ se faz concurso nesse tempo.

@julianamanzano diz: @ClaudiaStaRosa Pois é… Mais uma vez o ano letivo vai começar com estagiários e professores temporários…

@julianamanzano diz: @ClaudiaStaRosa Vamos torcer pra que o concurso aconteça o quanto antes e as coisas comecem a se ajeitar… ;)

@ClaudiaStaRosa diz: @julianamanzano até contratação de estagiários requer um processo, pois os contratos foram encerrados em 30/12.#MuitaTorcida

@julianamanzano diz: @ClaudiaStaRosa Sim, é verdade… Ainda tem isso também… E se eles não forem contratados logo, o ano pd começar só com os prof temporarios

@ClaudiaStaRosa diz: @julianamanzano temporários não cobrem um quarto da necessidade, mas vamos aguardar tempos melhores. #EsperançaR

@julianamanzano diz: @ClaudiaStaRosa Eh, não cobrem mesmo. São somente 612 temporários. Mas temos esperança. Tudo vai melhorar… =D


Educação no discurso de posse da Governadora do RN Rosalba Ciarlini

Por Cláudia Santa Rosapostado às 19h47 de 04/01/2011

 


Governadora Rosalba Ciarlini e o Vice-Governador Robinson Faria

 


Eis o discurso da governadora do Estado do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini, proferido durante a sua posse no Teatro Alberto Maranhão. Em destaque (grifos nossos) as partes referentes à Educação.

 


Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Senhora Presidente:

Não tenho receio de confessar, neste momento solene e de assunção de tantas e tão graves responsabilidades, não temo proclamar publicamente que meu primeiro sentimento é ainda de intensa reflexão interior, plena de questionamentos e perplexidades, por haver sido eu a escolhida.
Desde a memorável campanha do ano ontem findo, que culminou com a consagradora vitória de três de outubro, creiam-me os norte-rio-grandenses, esmaga-me a convicção de que, aplaudida, festejada e por fim escolhida, por trás do êxito, e suas alegrias, está oculta uma contida, mas extremamente forte e rica expectativa popular, a qual o Rio Grande do Norte, pela expressão de seu corpo eleitoral, resolveu confiar-me.

Desvendar estas expectativas, e, mais que isso, desvelar as razões do povo para confiá-las a mim, certamente tornará ostensiva a justa medida de minha escolha, e a causa política de estar hoje aqui, perante Vossas Excelências, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, para dizer: eis-me pronta para servir ao meu povo, nos limites mais extremos de minhas possibilidades humanas, como Governadora do Rio Grande do Norte.

Senhora Presidente
O sentimento popular que me trouxe até aqui, embora aparentemente contido, eu o percebia junto a mim dia a dia, desde quando, deixando a Prefeitura de minha querida Mossoró, resolvi percorrer todo o nosso Estado. A todos busquei levar uma palavra simples, mas veraz, uma postura humilde, mas de gestos largos para o futuro, a par de uma obstinada e férrea vontade de fazer acontecer, agir, transformar, inovar.
Disse a mim mesma, e por isso sentia-me mais e mais em sintonia com os ainda recônditos anseios populares, prometi a mim mesma não ceder à indolência da indiferença, tendo por propósito diário a lição bíblica: não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos pela própria renovação interior (Rm 12,1).
Faço estas quase confidências à Assembleia Legislativa e a todos os que nos honram com suas presenças nesta solenidade, porque tenho consciência de que aquele que serve à causa pública há de pautar-se por um compromisso ético pessoal e permanente, sem tréguas, espasmos ou pausas covardes, tendo por referência a lisura mais absoluta no trato dos negócios do povo, sem desvios, tergiversações, subterfúgios ou engodos de quaisquer espécies.

Apresentei-me ao Rio Grande do Norte de alma e coração abertos, trazendo já de minha longa experiência política e administrativa o precioso patrimônio da dignidade pessoal, podendo proclamar aos norte-rio-grandenses o quanto fizéramos na Prefeitura de Mossoró, eu e minha equipe, e fizéramos só porque jamais me afastei da mais estrita submissão à ética administrativa.
Faço esta declaração, de que não me devo envaidecer porque apenas anuncio o cumprimento de um dever, para ousar acrescentar ao juramento que acabo de fazer: a Governadora sentiu no povo a confiança em sua honradez pessoal, e por isso foi eleita. E por causa disso o novo Governo do Rio Grande do Norte tem por inspiração e exclusivo propósito, por começo e fim, origem e destino o mais sagrado respeito ao interesse público, com tributo de vassalagem extrema à moral administrativa.

Teremos por método o cuidado verdadeiramente obcecado por cada centavo do dinheiro do povo, teremos por critério a consciência arraigada de que é possível fazer muito mais, se diante dos olhos e perto das mãos só tivermos os interesses do povo, relegados decididamente quaisquer outros, e, assim, transformando em valor a nossa própria credibilidade.
Credibilidade como valor, eis como posso compreender a razão primeira de haver sido a destinatária da confiança do povo nas urnas de três de outubro. Pude dizer-lhe que estava na disputa não por vaidades pessoais, mas porque, tendo consciência de que cumprira meu dever em outras missões, conforme jurara aos conterrâneos mossoroenses em três mandatos de Prefeita, estava apta a entregar sem reservas ao Rio Grande do Norte todo o meu esforço, como doação de vida, para renovar também interiormente a administração pública do nosso Estado.
Aqui estou, aguerrida e pronta para cumprir mais este compromisso: restaurar por dentro a prática administrativa do Rio Grande do Norte.

Senhora Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados:
Nas contingências da Democracia que vivemos e praticamos, e à qual presto minha mais incondicional adesão, é preciso convocar forças e lideranças políticas para que, como passo fundamental e indispensável, venham colaborar na consecução de nossos propósitos, afiançando junto ao povo o valor de nossa credibilidade, a que há pouco me referi.
Os líderes políticos que me deram seu muito prestigioso aval são, eles também, igual e solidariamente depositários da confiança do povo. A meu lado, na mesma percepção do renovado sentimento popular, o Vice-Governador Robinson Faria, fiel na luta e cúmplice de todas as nossas esperanças; os Senadores José Agripino e Garibaldi Filho puseram de lado riscos políticos e eleitorais, dando prova de desapego a interesses pessoais para acatar os sentidos anseios populares.
Os Deputados Federais Betinho Rosado, Fábio Faria, Felipe Maia, Paulo Wagner e Rogério Marinho foram igualmente sensíveis aos mesmos sentimentos populares, bem como os Deputados Estaduais da atual e da próxima Legislaturas, que conosco estiveram na luta, são credores da vitória, e serão, com certeza, partícipes da obra de restauração do Rio Grande do Norte que hoje iniciamos.

Foram centenas, milhares de lideranças regionais e municipais, até líderes de bairros os mais humildes, nem por isso menos representativos, que estiveram conosco, ajudando-nos a refletir para o maior número todas as esperanças que sentíamos aflorar aos borbotões em nossos cotidianos encontros com o povo. Eles todos, e entre eles especialmente os Prefeito e Vereadores que nos acompanharam na caminhada, eles todos são também arquitetos da vitória, e do apoio de todos não pode prescindir o novo Governo do novo Rio Grande do Norte.

Com todos, juntemos as nossas mãos às milhares de mãos dos norte-rio-grandenses, e sofregamente busquemos o futuro, corajosamente subvertamos inovadoramente os métodos de governar, e assim, ao término republicano da missão, possamos constatar que o bom Governo, ético, decente, honrado, eficiente e empreendedor nem ao seu fim agoniza, mas se pereniza na estima dos cidadãos.
Para tanto, convoco todas as lideranças políticas do Estado, os Poderes Legislativo e Judiciário, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, os quais saúdo respeitosa e confiantemente, convoco a sociedade organizada, os sindicatos, os trabalhadores e empresários, para construirmos juntos uma Administração moderna, que não expõe nem na sua face visível, nem nos seus propósitos mais reservados, a cicatriz infamante de amarras a interesses subalternos, ou submissão a sentimentos ou acomodações pessoais.

Senhora Presidente:
Confronto-me, entretanto, com a primeira e angustiante dúvida. Onde encontrar forças para enfrentar tão grande desafio, que chega ao paroxismo de pretender domar as paixões da alma humana, cujas fragilidades não se podem ocultar, e sou a primeira a confessar?
No meu aprendizado na administração de Mossoró, todavia, e depois no exercício do honroso mandato de Senadora da República, que me foi confiado pelo generoso reconhecimento do povo do Rio Grande do Norte, pude comprovar que a dedicação à causa pública nasce dos mais nobres sentimentos pessoais, que cumpre estimular na cidadania, e a verdadeira cidadania é superação das tibiezas pessoais da alma. A sociedade organizada e o civismo individual são indispensáveis ao êxito dos bons propósitos dos organismos públicos, cuja tarefa mais urgente é esta: devolver a autoestima aos cidadãos, despertar neles a consciência de parcela viva e atuante do ser coletivo, e incentivar em cada um suas potencialidades de serviço.
A justiça social não se realizará enquanto alguém tiver o monopólio do mando, nem mesmo se este alguém for o Governo legal, porque nada do que é só é social.

Todos se devem incorporar ao aprendizado de uma nova missão, porque não temos o direito de ocultar que tortura os ouvidos da alma o grito amargurado dos excluídos dos favores da sociedade, no abandono dos campos e das periferias das cidades. Há, sim, sofrimento anônimo de milhares de norte-rio-grandenses e brasileiros, e esta é uma dor de irmãos. Para apaziguá-la, a todos eles faço a doação de meu trabalho permanente, e a eles entrego e dedico todas as ações do novo Governo do Rio Grande do Norte. Para o êxito dessa doação e dessa entrega, conto com o apoio de cada um dos norte-rio-grandenses, especialmente dos que são afortunados pela segurança de emprego e trabalho, dos bem estabelecidos na vida, dos já aquinhoados pela ainda tão injusta distribuição da riqueza nacional.

Aflige a injustiça crua da criança nas ruas, perdida até para a quimera lúdica de algum futuro; a vida sem luz do analfabeto, a quem se nega compartilhar o patrimônio das gerações; o intenso e crescente sentimento de estorvo, atormentando a mente de quem já tem dilacerado o corpo pela doença sem médico, sem hospital, sem remédio; as famílias desfeitas pela droga; a dignidade maltratada pelo desemprego; o inocente perseguido pela violência impune; os cidadãos desencantados com sua terra, sua gente, sua vida.
Tudo isso aflige, pois são brasas ardentes, que não brilham, mas ferem.
Ferem pela cúmplice indiferença, e sarar tais feridas nas almas dos pobres, e de todos os que vivem carentes de segurança, paz e justiça, é dever precípuo, permanente e único da Administração que hoje se inicia.

Senhoras Deputadas, Senhores Deputados
Na Legislatura que se vai iniciar a 1º de fevereiro, terei oportunidade de apresentar à Assembleia Legislativa a Mensagem determinada pela Constituição, sobre a situação do Estado.
Aqui e agora, porém, não posso deixar de registrar e compartilhar com a sociedade minha mais profunda e justificada preocupação sobre a desordem orçamentária e descontrole financeiro que se está abatendo sobre o Estado, neste final de exercício e de mandato governamental.
Havíamos designado Comissão de dedicados colaboradores voluntários, os quais, tendo por rumo a transição de Governo, pudessem levantar os dados necessários à percepção da real situação financeira do Estado. A esta Comissão, composta do Deputado Paulo Davim, dos doutores Frederico Menezes, Thiago Cortez, João Augusto Cunha Melo, Ricardo Marinho Nogueira Fernandes, sob a coordenação do doutor Obery Rodrigues, a gratidão da Governadora e o reconhecimento do Estado pelo excelente trabalho.

Aos levantamentos da Comissão de Transição, entretanto, nos últimos dias se acrescentaram fatos comprovados e indícios extremamente graves acerca da manipulação indevida e ilegal de recursos com destinação específica para fins diversos, ao completo arrepio das regras de execução orçamentária, da fiscalização financeira das contas públicas, e dos deveres impostos pelas leis federais de responsabilidade fiscal.
Iniciaremos o novo Governo com a triste tarefa, que pensávamos coisa do passado, de verificar o dano causado à saúde financeira do Estado, com propósito de nocivo comprometimento da futura Administração. Será este, entretanto, o primeiro momento de mostrarmos a mais total transparência, informando à sociedade o prejuízo que lhe foi causado, e apontando-lhe todos os responsáveis.
Não nos desanima, porém, esta tarefa ingrata, da qual supúnhamos que um Governo legitimamente eleito pelo povo fosse poupado.

Aproveito o episódio, entretanto, para dele tirar a primeira lição: no Rio Grande do Norte não vai mais haver conchavo secreto em gabinetes ocultos para prejudicar o povo. E um compromisso público: a transparência dos gastos do Governo será rotina, e mais que rotina ela será total, plena, sem ardil nem artifício, e as contas públicas todas, todos os pagamentos com recursos do Estado muito em breve, logo que tecnicamente possível, pois a decisão política está tomada agora, estarão disponíveis na moderna ferramenta de controle social, a Internet.
Iremos ao extremo na transparência, porque aceito o desafio: nada, rigorosamente nada teremos a ocultar ou esconder, e aceitaremos de bom grado as eventuais críticas às nossas opções administrativas, posto serem falíveis as escolhas humanas, mas, posso assegurar, nunca recenderão o odor podre do azinhavre do dinheiro público mal usado ou mal ganho.

Senhora Presidente:
São grandes as barreiras a transpor. A Governadora do Estado tem como tarefa inicial agregar aliados a seus esforços. É preciso modernizar também politicamente o nosso grande Rio Grande do Norte, dilacerado pela desunião inconseqüente e pela disputa partidária que extrapola os limites da boa prática democrática, deixando por rastro a marca infame e retrógrada de terra arrasada, e fazendo frutificarem práticas políticas obsoletas, atraso nos métodos administrativos, processos de decisão marcados pelo mofo do ultrapassado e do ineficaz.
Neste grande esforço de modernização, o Governo conta com a parceria indispensável do funcionalismo público do Estado. Os nossos servidores terão a seu lado a Governadora e o Governo, para juntos implantarmos a cultura do planejamento das ações administrativas, a partir dos instrumentos constitucionalmente instituídos, o Plano Plurianual, as Leis de Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos Anuais.
Com este compromisso de previdente e responsável planejamento, será possível manter equilíbrio fiscal, chamando o funcionalismo a participar de uma gestão de resultados, disseminando boas práticas de gestão, profissionalizando, com treinamento adequado, a gestão orçamentária e os processos de licitação, dando-lhes total transparência pelo uso de meios eletrônicos para as compras e contratação de serviços pelo poder público. Esta profissionalização passa pela efetiva redução dos cargos de confiança, e o preenchimento dos estritamente necessários pelo critério do mérito, a par de política de vencimentos orientada pelo alcance de metas.

Quanto a este ponto, não posso deixar de registrar meu inconformismo diante das graves disparidades hoje existentes na política de remuneração do serviço público, quando categorias com a exigência da mesma qualificação profissional e acadêmica recebem até dez vezes menos que outras, só por terem estas maior poder de reivindicação e imposição.
Nos estritos limites das faculdades legais, empenharei esforço contínuo para afastar de nosso serviço público a injustiça de tamanha desigualdade.
O Estado, e esta não é uma mera figura de retórica, Senhora Presidente, tem potencialidades econômicas extremamente pujantes. Sua posição de ligação estratégica entre continentes e regiões, terras e costas comprovadamente adequadas à lavoura de culturas nobres e aquicultura, comprovada vocação turística, fonte de modernas formas de energia renovável, tudo clama por eficiência administrativa na identificação de opções novas de esforço para o desenvolvimento.
Estas opções passam por uma primeira e básica preocupação: o atendimento à demanda de emprego da população. Os setores primário e terciário da economia são as vias mais imediatas para a equação deste grave problema dos nossos tempos de globalização e automação. A agricultura familiar, o agronegócio e os serviços estão aqui com intensa disponibilidade de incremento, com tradição comprovada e novas experiências bem sucedidas.

Há demandas sociais tão importantes e urgentes quanto a efetiva e imediata exploração de nossas potencialidades econômicas.
A saúde pública no Rio Grande do Norte clama por socorro e remédio. Como registrei no meu Plano de Governo, entregue à Justiça Eleitoral quando do registro de minha candidatura, a rede pública de saúde deve ser lugar de acolhimento, e não de rejeição. O cenário de desumanização da saúde não se harmoniza com o montante expressivo de recursos alocados ao Estado pelo Sistema Único de Saúde – SUS -, o que evidencia grave distorção gerencial de todo o aparato de saúde pública no Estado.
Governadora e médica, sei que contarei com a abnegação dos médicos e demais profissionais da saúde para a racionalização da gestão do sistema, dando-lhe a eficiência que pode gerar cada real disponível.
Não se pode ocultar, porém, que a saúde pública se debate na impotente luta contra a doença por falta de mínimo cuidado com a prevenção.

A tal propósito, basta referir a extrema precariedade da rede de esgotamento sanitário no Estado. Se de 2003 a 2008 tivemos um incremento de apenas 2% de acesso da população à rede de esgoto, bem se vê dever ser esta uma absoluta prioridade do novo Governo.
Quanto à educação, quadro não menos desolador. As avaliações do Ministério da Educação só nos deixam uma triste certeza: a educação pública no Rio Grande do Norte só não pode piorar.
Vamos devolver o aluno à sala de aula, e, não só, vamos devolvê-lo ao estudo, e para isso vamos convocar o magistério estadual para liderar um grande pacto, em que se vão envolver Governo, alunos, professores, familiares, toda a sociedade.
A liderança deste processo, como disse, será do magistério em todos os seus níveis, e a Governadora conhece o desalento dos professores estaduais, face ao crônico processo de descaso a que os Governos têm submetido a escola pública.

Aos professores estaduais, aos quais convoco desde já com insistência, quero especialmente reiterar que a sociedade, por sua manifestação eleitoral, atribuiu valor à credibilidade da Governadora que decidiu eleger. Esta credibilidade como valor, fruto de obstinada dedicação à causa pública por mais de vinte anos, empenho agora publicamente: a educação pública no Rio Grande do Norte vai superar seu próprio desafio, e dar o salto de qualidade que dela a sociedade espera.

 

Sem ufanismo estéril, certamente esta nossa credibilidade está trazendo pioneiramente para a nossa equipe importantes quadros de nossa Universidade Federal, mestres ilustres que aceitaram dividir conosco e com o magistério estadual a urgente missão de resgatar a dignidade da escola pública do Rio Grande do Norte.

 

 

A estes quadros novos, com a força de ideais renovadores, tenho certeza de que em breve se juntarão não menos ilustres mestres da nossa Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN -, da Universidade Federal Rural do Semi Árido – UFERSA, dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – IFRNs, e das demais Instituições que conosco se disponham a salvar do naufrágio eminente a educação de nossos jovens.
Estes dois graves problemas, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, embora mereçam imediata e total atenção, não são os únicos com os quais nos devemos defrontar desde logo.
O resgate da educação tem um instrumento de grande valia, qual seja a valorização de nosso patrimônio cultural e legado histórico.
 O incentivo à produção artística, em todas as suas formas, não será apenas o ensejo do justo e necessário laser para todos, mas especialmente o fomento da atividade criadora, com equipamentos adequados, cujo efeito multiplicador é de comprovada evidência.

Um esforço de ação na área da cultura não pode ficar em casas de tijolo e cal, mas sem alma, sem gente, sem artista: precisamos fazer arte e preservar cultura, e mais este desafio haveremos de enfrentar e vencer.
Já me havia referido há pouco à vocação turística do Estado, mas não podemos de, com amargura, deixar de reconhecer que neste campo estamos vivendo certa estagnação, com riscos de perdemos terreno para os demais Estados do Nordeste.
É preciso reposicionar o Rio Grande do Norte como destino turístico, e aqui, mas uma vez, temos de falar e pensar em resgatar, restaurar, refazer, inovar.
Esta premência de inovação no trato do turismo se torna aguda quando sabemos que instituições de crédito nacionais e internacionais têm recursos disponíveis para as cidades sede da Copa do Mundo de 2014.

Com toda urgência vamos convidar os empresários do setor, os hoteleiros e agentes de viagens, os trabalhadores que têm direto e diário contato com o turista, para definirmos estratégias e elegermos projetos para o salto de desenvolvimento do turismo no Rio Grande do Norte.
Fechando estas referências à educação, cultura, laser e turismo, tudo tem a ver com a necessidade de forte incentivo às atividades esportivas em nosso Estado. Na escola, nas competições amadoras, nas academias públicas polivalentes para a prática de esportes, exercícios físicos e laser, a ação do Governo deve ser prioritária e permanente, como questão de saúde pública, educação e bem estar dos jovens, idosos e da população em geral.

Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Senhoras e Senhores:
Falava há pouco de turismo, e logo nos assalta o temor da insegurança pública.
A Governadora do Estado reconhece o esforço dos que trabalham na área de segurança do Estado, notadamente a Polícia Militar e a Polícia Civil. O aparato policial, todavia, precisa de meios, recursos, armas, homens. Não é possível prevenir o crime sem investimentos maciços em inteligência e contra inteligência, o que demanda pessoal altamente qualificado, e equipamentos de tecnologia de ponta, além de homens em número proporcional à população, conforme padrões internacionais, devidamente equipados para enfrentar e vencer a bandidagem violenta e arrogante.

No mesmo passo, não é possível combater o crime, e punir culpados, sem polícia judiciária dotada de homens e equipamentos de última geração, para domar a ousadia crescente dos que, marginais da lei, infernizam as famílias, os lares, os trabalhadores, o indefeso, o inocente.
A sensação de impotência diante do crime dói. E compartilhando dessa dor de quantos já se defrontaram com a violência, o Governo do Estado tem uma convicção: este grave problema nacional só pode ser equacionado com investimentos pesados do Governo Federal, de resto o guardião da paz no território nacional, responsável pelo combate ao tráfico de drogas e armas, e que será chamado, com altivez e determinação, a colaborar conosco para restaurarmos a perdida segurança pública em nosso Estado.

Tem-se dito, e não se pode negar alguma verdade ao argumento, que remédio para a segurança pública é erradicação da pobreza, oferta de emprego, trabalho e renda. O Estado não vai ficar alheio ao desafio de estimular novas e mais promissoras oportunidade de trabalho para jovens e adultos.

Alguns pontos podem ser desde já sumariados: ampliação e integração dos meios de transporte; oferta confiável de energia, inclusive gás natural ao interior, de forma a possibilitar a regionalização da atividade industrial; abastecimento de água, com aproveitamento dos grandes reservatórios e construção de outros, alguns, de suma importância, há muito adiados, e efetiva ampliação da rede de adutoras; esgotamento sanitário como absoluta prioridade, não só como exigência de saúde pública, mas também como imposição de preservação ambiental e atração de investimentos de produção econômica; formação profissional e qualificação técnica; racional política tributária de incentivos.
É certo que muitos destes empreendimentos são de responsabilidade do Governo Federal. O Estado, porém, precisa não só reivindicar com altaneira insistência, mas especialmente desenvolver argumentação técnica consistente, expondo e comprovando a indispensável integração de tais empreendimentos ao processo de desenvolvimento nacional.

O apoio à pecuária passa pela estabilidade do atual Programa do Leite. A improvisação não é benéfica ao Programa, que precisa ser executado com integração de seus dois elementos: a assistência à população carente, notadamente à nossa infância, e a produção leiteira, que precisa ser racionalizada em termos de fluxo economicamente viável, inclusive nas entressafras, e adequada logística de transporte para as áreas mais necessitadas.
A segunda fase do projeto de irrigação do Baixo Assu, com sua regularização fundiária, é inadiável. Inadiável também um plano de manejo e irrigação, com o aproveitamento dos outros grandes reservatórios do Estado, a começar pela barragem de Santa Cruz, entre o Vale e a Chapada do Apodi.

Concluir e pôr em funcionamento o Terminal Pesqueiro Industrial de Natal integrará definitivamente o Estado à cadeia produtiva da pesca de alto mar. Com o mesmo propósito, é urgente programar a construção, também em Natal e no estuário do Potengi, do Terminal Pesqueiro Artesanal, com amplas possibilidades de agregar mão de obra a esta atividade produtiva.

Senhora Presidente:
Atrair investimentos privados para o Estado, especialmente no setor industrial, será missão essencial e permanente do Estado, e compromisso de honra, garra e fé da Governadora e sua equipe.
A propósito, e dentro desta vertente de raciocínio, no que depender do novo Governo a realização da Copa do Mundo em Natal será fato, pois todo esforço faremos para cumprir pontualmente as exigências dos organizadores, nada obstante os atrasos já verificados até hoje.

Senhoras Deputadas, Senhores Deputados:
Malgrado as atuais e sérias dificuldades financeiras do Estado, agravadas dramática e publicamente nos últimos dias, uma gestão pautada pela responsabilidade e pela probidade dará como resultado, em curto prazo, a ordenação das contas e o saneamento financeiro do Tesouro.
Nossa prática administrativa será de racionalizar não só custos e despesas, mas até idéias e projetos, definindo o que for prioritário, para termos um estoque de iniciativas, prontas a serem deflagradas quando surgirem oportunidades de financiamentos. Para isso, a inteligência do Rio Grande do Norte terá de estar disponível, e nossas instituições universitárias e de pesquisa, públicas e privadas, serão chamadas a colaborar intensamente.

Os recursos federais têm estado disponíveis, mas o Estado deles não se tem aproveitado devidamente. Ora são detalhes burocráticos ou de projetos, perfeitamente superáveis, que entravam a liberação; ora é o mínimo de contrapartida, para a qual não se dá a prioridade necessária. A Governadora pessoalmente estará presente nos agentes federais, especialmente a Caixa Econômica e o BNDES, assenhorando-se da situação de cada projeto ou programa, cobrando providências, fixando metas e prazos para a equipe do Governo.
Este bom e profícuo relacionamento com o Governo Federal, no que depender da Governadora do Estado, será rotina constante. Nada afasta o Rio Grande do Norte da Presidenta Dilma Rousseff, pois não atinge o interesse público a eventual divergência de filiação partidária entre os governantes do momento.

E porque assim pensa a Governadora, confia plenamente que o Estado haverá de contar com a especial atenção da Presidenta da República hoje também empossada, a quem o Rio Grande Norte manifesta seu respeito e a expressão de sua justificada confiança.

Senhora Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, Homens e mulheres potiguares:
Não pretendi expor um programa de Governo. Falei, com a alma aberta, de propósitos e sentimentos. O que posso afirmar e reafirmar é: eis-me aqui disponível e pronta para servir. Não basta, é certo. Mas nas limitações de minha capacidade é o melhor e tudo que tenho para oferecer à minha gente.
É hora de trabalho. E trabalho só dá fruto se for partilhado.
Partilho meu esforço com todos os potiguares, e com os brasileiros e estrangeiros que aqui vivem e trabalham. De todos espero a contribuição da crítica construtiva, e o incentivo justo ao acertado, para que se torne fértil com outros e novos acertos.

Partilho a luta diária pela causa pública, que hoje reinicio, com a minha família, de quem nunca faltou a renúncia, o estímulo, o conselho, o carinho: Carlos Augusto, companheiro, amigo e constante parceiro em nossa determinação comum de, com dignidade, servirmos ao Rio Grande do Norte; meus filhos, Karla, Marlos, Lorena e Carlos Eduardo, orgulho da mãe, que, malgrado as naturais dificuldades, tenta dividir-se na dedicação ao serviço público e na retribuição incondicional à afeição filial; os netos, que já dão alegria a algumas amarguras da vida; meu querido pai, Clovis, cujo legado de honra busca preservar incondicionalmente a filha Governadora, junto à saudade sem fim nem trégua da mulher que me marcou vida e me moldou a alma, Conchecita, minha mãe.

Anuncio o propósito de união, não a união covarde dos que temem lutar, mas a união verdadeira, forças somadas dos que do passado só colhem o melhor, deixam no olvido do tempo divisões, intrigas, conflitos gratuitos e estéreis, e se arremetem corajosamente para o futuro de resgate, restauração e progresso do Rio Grande do Norte.
Aos norte-rio-grandenses de fé, católicos, irmãos evangélicos, espíritas, crentes de todas as denominações e credos, e a todos os homens e mulheres de boa vontade, convido a um instante de oração, conforme a convicção e o sentimento de cada um. Na minha fé, invoco a proteção de Deus, a intercessão permanente de Santa Luzia de minha Mossoró sempre amada, da Virgem da Apresentação, padroeira desta Natal que, de coração, adotei como minha, para pedir ao Senhor de todas as bênçãos. Luz, força, sabedoria e coragem.
Viva o Rio Grande do Norte
Viva o povo potiguar.

Começa aqui a mudança, a transformação, o fazer acontecer, o Novo Rio Grande do Norte. Que Deus nos abençoe!


Do Blogcom votos de êxito, ficamos na expectativa que o discurso da Governadora se materialize através de ações concretas que alterem o desastroso quadro que encontra-se a escola pública básica do Estado do Rio Grande do Norte.



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